Wednesday, February 4, 2009

Modem Lucent no Kubuntu ou Ubuntu 8.XX

Essa dica é pra quem usa U/Kubuntu nas versões 8.xx, que tem noções de como usar a linha de comando e usa internet discada com o modem da marca Lucent. Também é útil pra você que tem ADSL, mas quer continuar ganhando aquela graninha extra da intelig ;-)

Primeiro, vire “root” e digite os comandos abaixo em sequência:

# apt-ge update# apt-get install build-essential# apt-get install linux-headers-`uname -r`# apt-get install kppp# apt-get install sux

Depois de concluído, baixe o arquivo a seguir: Modem Lucent

Salve este arquivo dentro de qualquer diretório que preferir, descompacte, abra um terminal de texto e vá até a pasta descompactada.

Uma vez dentro do diretório onde estão os drivers do modem, comande:

$ make all
Vire root
# make install

Nesse estágio as bibliotécas serão copiadas para o sistema.
Para carregar os módulos, comande:

# modprobe martian_dev
# martian_modem –daemon

Ainda como root, edite o arquivo “bootmisc.sh”. Ele geralmente fica no diretório /etc/init.d:

# kate /etc/init.d/bootmisc.sh

Insira as linhas abaixo. A primeira e a segunda linha servem para carregar os módulos a cada boot. A terceira é para criar um link simbólico:

# modprobe martian_dev
# martian_modem –daemon
# ln -sf /dev/ttySM0 /dev/modem

Detalhe:SM0 —> leia-se: ésse e ême maiúsculo, mais o zero.

Falta configurar o KPPP, discador Linux. Digite:

$ sudo sux (vire root com possibilidade de abrir janelas gráficas)
# kppp

Na janela aberta, clique em “configurar, modems”. Clique em “nova”. Vai abrir outra aba nomeada “Dispositivo”. No campo Nome do modem, digite “/dev/modem“, sem áspas. Em “dispositivos de modem”, escolha “/dev/modem”. Depois disso, mude para a aba “Modem” e clique em “Perguntar ao modem”. Se não receber qualquer mensagem de erro, feche a janela e continue a configuração da sua conta, inserindo e-mail, fone, senha, etc.

Infelizmente há um pequeno problema: não é possível usar o kppp se não estiver logado como root. Por esse motivo sugeri a instalação do “sux” para poder chamar o kppp em como superusuário.

Posted by Wesley at 15:17:09 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, January 25, 2009

Acessar Partições NTFS Via Linux


Essa dica é pra quem já usa K/Ubuntu Linux e possui alguma familiaridade com o sistema. No caso presente, vou mostrar como acessar a(s) partição(ões) Windows, isto é, se você ainda usa o sistema em dual boot.

Parto do princípio que seu computador tenha uma versão do K/Ubuntu a partir da sétima. Também vou pressupor que saiba editar arquivos de texto, usar a linha de comando, e que possua uma ou mais partições ntfs no seu hd.

Por padrão, o K/Ubuntu já instala o programa NTFS-3G. Assim, tudo que faremos será relativo a configuração para que suas partições sejam montadas com permissão de leitura e escrita, o que não acontece automaticamente. Sendo assim, abra um terminal de texto e digite como root os comandos abaixo. Ele vai criar um subdiretório dentro do diretório raiz “media”:

# mkdir /media/Disco_1

O nome “Disco_1″ é apenas uma opção. Se preferir, use outro qualquer que facilite a identificação da partição ntfs. Por exemplo, eu tenho três partições ntfs e as nomeei como “windowsxp”, “programas” e “midia”, cada qual representando parcialmente seu conteúdo.

Se o seu caso for similar ao meu, redigite o comando acima para cada uma das partições, cada uma com um nome diferente.

Concluída essa parte, edite o arquivo “fstab” dentro do diretório /etc e adicione as seguintes linhas:

/dev/sda1    /media/Disco_1 ntfs-3g auto,rw,umask=000 1 0

/dev/sda2    /media/Disco_2 ntfs-3g auto,rw,umask=000 1 0   

Observe que na primeira parte temos “/dev/sda1″. “Sda1″ refere-se a nomeclatura atribuída à sua partição Windows, “sda2″ à segunda partição e assim por diante, mas nem sempre. Se tiver dúvidas sobre isso, digite outro comando:

# fdisk -l (letra éle)

O comando “fdisk” vai listar as partições do seu hd com os respectivos nomes. Edite as linhas do “fstab” em conformidade como os nomes listados, salve e reincie o computador.


Posted by Wesley at 22:39:54 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, July 21, 2005

Pilhas

Pilhas Recarregáveis

Muito bem! Você comprou aquela super câmera digital, fez um monte de fotos e descobriu o inevitável: a maquininha consome muita energia. E a grana que pensou que economizaria com filmes então será gasta com as pilhas. É, mas pode ser diferente.

Uma boa alternativa é o uso de pilhas recarregáveis. Claro que são caras. Afinal, podem ser recarregadas mais de 1.000 vezes. E têm ainda a vantagem de possuirem mais carga que as pilhas alcalinas. Mas queria que, antes de comprar esse acessório, considerasse duas informações importantes.

Primeira:

Pilhas recarregáveis não são todas iguais. A principal diferença, além do preço (dãaaaaa!) é a quantidade de carga que são capazes de armazenar. Pra saber qual escolher, leia no rótulo ou, melhor, nas próprias pilhas, a capacidade descrita em “Mili-Âmperes” - mAh. Quanto maior o número, melhor.

Fiz uma pesquisa aqui na minha cidade (Uberlândia) e descobri que, em 100% dos estabelecimentos que visitei, os vendedores não sabiam desse detalhe e vendiam o material, mais caro ou mais barato, apenas de acordo com a marca. Houve casos tão absurdos como um em que o vendedor tinha pilhas de marca igual e amperagem diferente sendo vendidas pelo mesmo preço.

Complementarmente descobri que esse número - mAh - varia, no geral, de 750 até 3200. Assim, olho vivo.

Segunda:

Pilhas recarregáveis também sofrem o chamado “efeito memória” ou “vício de carga”. É o mesmo caso das baterias de telefone celular ou equipamentos similares, onde a bateria, depois de um tempo, não “segura” a carga.

Pra entender como isso ocorre, vou fazer uma comparação chula. Imagine que sua pilha seja um recipiente qualquer, onde você guarda, por exemplo, melado.

E esse recipiente é usado diariamente. Você consome o melado mas não totalmente, deixando sempre um resíduo no fundo. No outro dia, o resíduo secou e você encheu o pote com mais melado, consumiu, mas deixou um outro tanto de resíduo que secou também.

Evidentemente que, com o tempo, vez após vez, esse resíduo ocupará uma porção considerável do interior do recipiente, impedindo seu uso pleno no quesito volume. Ou seja, não será mais possível usar, por exemplo, os 500 mls de capacidade total do pote.

E é isso que acontece com pilhas e baterias. No geral, para não correr o risco de ficar sem carga, o usuário usa a bateria por um tempo, e volta a colocá-la para recarregar. Isso faz com que um resíduo de carga “seque no fundo”, impedindo que a pilha/ bateria receba carga na sua capacidade total.

Desse modo, recomendo usar as pilhas até que não sobre carga alguma. E como câmeras digitais não são capazes de “zerar” a carga por necessitarem de alta amperagem para funcionar, é necessário descarregá-las noutro equipamento, como lanternas ou rádios. Faça isto antes de recolocá-las para carregar.

Esta medida fará com que a pilha esteja apta a receber carga plena e que tenha vida útil prolongada. E um detalhe: na primeira carga, não importa o que lhe digam, deixe a pilha carregando por 24 horas ou mais.

Apenas pra concluir, veja abaixo uma imagem onde aparece o detalhe da Mili-amperagem:

Posted by Wesley at 00:24:11 | Permalink | No Comments »