Singularidade
Muita gente não acredita que uma máquina possa superar um ser humano no quesito inteligência. Mas nossos melhores jogadores de xadrez já foram derrotados por um programa. E a evolução cibernética continua a passos largos. Desde o primeiro computador pessoal,
O IBM PC original (de 1981) que funcionava com uma velocidade do clock de 4,77 MHz, muita coisa mudou. Vinte anos depois, os PCs podiam funcionar a 2 GHz, um aumento de desempenho de vinte vezes por década. Hoje, em 2008, prótótipos já mais que dobraram essa capacidade. E já se ouve aqui e alí, o termo “computação quântica”, o que poderá dar origem a uma nova e pontentíssima geração de processadores.Complementarmente, na última década vimos uma expansão quase ilimitada das redes de computadores. Hoje praticamente não há comunidade no planeta que não esteja conectada à internet. Com isso, um número quase infinito de informações está acessível. Uma máquina pensante, se criada hoje, teria acesso a praticamente todo o conhecimento humano acumulado em milênios. E conhecimento gera conhecimeto.
Certamente isso é especulação. Até mesmo porque, inteligência é um processo extremamente complexo e o hardware atual parece incapaz de simulá-la nos mesmos padrões em que seres orgânicos o fazem. Todavia, a evolução tecnológica não cessa.
Também não custa lembrar que coisas simples são a origem
de tudo que existe. O Hidrogênio, por exemplo, foi o primeiro elemento químico criado. E a partir dele, eu e você fomos construídos. Se somos frutos de uma “Inteligência Superior”, Ela usou bem os recursos que tinha. Ao contrário, se somos obra de um acaso feliz, a coisa fica ainda mais interessante.O ser humano é uma máquina química. Acredito que uma boa maneira de a humanidade se beneficiar da evolução tecnológica seria a integração do “ser químico” que somos, com as tecnologias cibernéticas.
Já existem protótipos de olhos artificiais, corações mecânicos, chips implantáveis no cérebro pra fins diversos…É questão de tempo que essa integração ocorra de forma a ampliar os horizontes da capacidade humana.
E acredito que a nanotecnologia pode se a chave que nos conectará ao mundo mecânico. Nano-sensores poderão interligar-se à nós, captando e interpretando estímulos neurais, fazendo assim o papel de um “kernel”. Daí em diante, nossa relação com as máquinas estará tão íntima que será difícil nos dissociarmos delas.
Infelizmente, se uma simbiose acontecer, correremos o risco de uma integração total entre organicos e artificiais proporcionar ao segundo tipo a oportunidade ideal de assumir o controle.